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19 de junho de 2019
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Liturgia do dia 10/03/2019


Leituras
Dt 26,4-10
Sl 90(91),1-2.10-11.12-13.14-15 (R/. cf. 15b)
Rm 10,8-13
Lc 4,1-13 (Tentação de Jesus)

1º Domingo da Quaresma

Domingo


Primeira Leitura: Dt 26,4-10

4O sacerdote receberá o cesto da tua mão e depositá-lo-á diante do altar de Javé, teu Deus. 5E tomando a palavra dirás diante de Javé, teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante; ele desceu ao Egito, com poucas pessoas, e ali viveu como estrangeiro; tornou-se ali uma nação grande, forte e numerosa. 6Os egípcios nos maltrataram, nos afligiram e nos impuseram uma dura servidão. 7 Então clamamos a Javé, o Deus de nossos pais, e Javé ouviu a nossa voz e viu nossa aflição, nosso trabalho e nossa opressão. 8E Javé nos tirou do Egito, com mão poderosa e braço estendido, com grande terror, com sinais e prodígios. 9Conduziu-nos a este lugar e nos deu esta terra que mana leite e mel. 10Eis que agora eu trago as primícias dos produtos do solo que tu, Javé, me deste. Depositá-las-ás diante de Javé, teu Deus, e te prostrarás diante de Javé, teu Deus’.



Salmo: Sl 90(91),1-2.10-11.12-13.14-15 (R/. cf. 15b)

R.: Em minhas provações, Senhor, assistí-me!

1Feliz o que se abriga sob o Altíssimo, do Todo-poderoso vive à sombra! 2Dize ao Senhor: “Tu és o meu refúgio; meu baluarte, o Deus em quem confio!”

10 Jamais te atingirá desgraça alguma, nem chegará o mal à tua casa. 11Pois a seus anjos Deus ordenará em teus caminhos todos te guardarem.

12Nas suas próprias mãos hão de levar-te, para que em pedra alguma tu tropeces. 13 Sobre a serpente e a víbora andarás, o leão e o dragão hás de esmagar.

14 “Porque em mim se abrigou, hei de atendê-lo. 15Nas suas provações o assistirei, a fim de libertá-lo e dar-lhe glória.



Segunda Leitura: Rm 10,8-13

8O que ela diz então? A palavra está perto de ti, em tua boca e em teu coração, isto é, a palavra da fé que pregamos. 9Porque se confessas, com tua boca, que Jesus é o Senhor, e crês, em teu coração, que Deus o ressuscitou dos mortos, tu serás salvo. 10É crendo de coração que se alcança a justiça e é confessando com a boca que se consegue a salvação. 11A Escritura diz: Ninguém que nele crê será confundido. 12Assim não há diferença entre judeu e pagão: todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam. 13Porque todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo.



Evangelho:Lc 4,1-13 (Tentação de Jesus)

1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo mesmo Espírito ao deserto, onde 2 foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada nesses dias; mas, no fim, teve fome. 3O diabo então lhe disse: “Se tu és filho de Deus, manda que esta pedra se torne pão”. 4 Jesus respondeu: “Está escrito: Não é só de pão que o homem viverá”. 5O diabo o levou para o alto e mostroulhe, num relance, todos os reinos do universo 6 e lhe disse: “Vou te dar todo este poder e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue e posso dá-la a quem eu quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim, tudo será teu”. 8Jesus respondeu: “Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto”. 9Então o diabo o levou a Jerusalém e o colocou no lugar mais alto do Templo. E lhe disse: “Se és Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Porque está escrito: 10 Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito para te guardarem. 11E ainda: Eles te ampararão com as mãos, para não tropeçares em nenhuma pedra”. 12 Jesus lhe respondeu mais uma vez: “Está dito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”. 13Tendo assim esgotado todo tipo de tentação, o diabo se afastou dele até o momento oportuno.



Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 - Ano C - São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

Chegamos ao Primeiro Domingo da Quaresma.

Procuremos tirar todo proveito espiritual deste tempo santo.

E meditemos a Liturgia da Palavra de hoje com maior empenho.

A confissão de fé de Israel em Deus Salvador

A Primeira Leitura retrata um momento feliz do Povo de Deus na Terra Prometida: cada ano, no começo das colheitas, cada agricultor apresentava ao sacerdote o cesto com os primeiros frutos colhidos. Ao mesmo tempo dizia um resumo da história dos filhos de Jacó libertados do Egito e agora numa terra onde corre o leite e o mel (Dt 26,5-10).

Por qual motivo a Liturgia da Palavra propõe à nossa meditação um momento feliz da história de Israel? O motivo é claro: neste rito de gratidão cada israelita lembrava o tempo em que sofria como escravo e como foi libertado por Deus através de Moisés. Ora, a escravidão de Israel é imagem de cada um de nós que de escravos do pecado somos libertados pela Paixão e Morte de Jesus Cristo, nosso Moisés Salvador. Pensemos na escravidão no Povo Eleito como figura de nossa escravidão ao pecado, escravidão que levou Jesus a dar sua vida para nossa libertação. Esta é a finalidade desta Primeira Leitura neste domingo.

A confissão de fé do cristão em Jesus Salvador

Rm 10, 8-13 é a Segunda Leitura. São Paulo nos diz em Rm 10,13: ... todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Aqui temos o reflexo do que lemos na Primeira Leitura. Se lá era Deus Pai o Salvador de Israel da escravidão no Egito, aqui Jesus é quem nos salva do pecado e da morte com sua Paixão e Morte de cruz.

A primeira condição para sermos salvos do pecado e da morte por Jesus, é declararmos que Jesus é “o Senhor” (Rm 10,9), isto é, aquele que tem o Poder de perdoar os pecados, poder não dado a homem algum a não ser ao Filho de Deus.

A segunda condição para sermos salvos do pecado e da morte é que creiamos, com todo coração, que Jesus foi ressuscitado por Deus (Rm 10,9). Não nos parece extremamente simples, que creiamos em Jesus como Nosso Senhor e acreditemos que Ele ressuscitou?

Pois para os leitores de São Paulo não era tão simples assim, pois havia quem não aceitasse nem uma coisa nem outra. Ele estava falando a judeus, para quem Jesus não podia ser elevado ao grau de “Senhor” como o Deus de Israel, e não podia ressuscitar dos mortos, pois se fosse o Messias de Israel seria imortal.

Graças a Deus não temos estes problemas. No entanto, corremos o risco de valorizar pouco a Morte e Ressurreição de Jesus, esquecendo-nos de sua grandíssima importância. Afinal, é precisamente a Ressurreição de Jesus o centro de nossa fé. E com ela, a Paixão e Morte salvadora de Jesus. Invoquemos Jesus como nosso Salvador para sermos salvos de nossos pecados e da pena devida por causa deles, neste tempo de conversão que é esta Quaresma.

A confissão de fé de Jesus em Deus o fez vencer as tentações do demônio

Lc 4,1-13 é o Evangelho deste Primeiro Domingo da Quaresma.

Meditemos o que nos diz: Jesus, pleno do Espírito Santo (Lc 4,1), saíra do Jordão onde fora batizado. E é nesta condição espiritual especial que o Espírito Santo O conduzirá ao deserto para vencer as tentações do demônio. Entendamos bem que este fato na vida de Jesus tem muito a ver conosco. Enquanto somos provados por Deus na tentação, nunca estamos sem a ajuda do Espírito Santo, pois muitas vezes pedimos a Deus para a vencermos, rezando o Pai-Nosso. Vencemos a tentação com a força que Deus nos dá e com o exemplo de Jesus no deserto.

Notemos este exemplo: Jesus combate cada tentação do demônio com uma frase da Sagrada Escritura, todas elas ditas um dia por Deus no passado de Israel.

A primeira resposta de Jesus está em Dt 8,3: Não só de pão vive o homem.

A segunda resposta de Jesus está em Dt 6,13: ... adorarás ao Senhor teu Deus e somente a Ele prestarás culto.

E a terceira resposta é de Dt 6,16: ... Não tentarás ao Senhor teu Deus.

Afinal, de que modo Jesus venceu as tentações?

Ele usou destes recursos:

a) união com Deus: para enfrentar o demônio Jesus estava em união com Deus e inspirado pelo Espírito Santo, portanto não sozinho nem medroso;

b) ter instrução espiritual aprendida na Sagrada Escritura; Jesus aprendera anos antes as respostas da Sagrada Escritura para toda tentação;

c) ter certeza de vencer apoiado no Poder de Deus para calar definitivamente o demônio.

Em outras palavras: a confissão de fé de Jesus em Deus lhe deu o poder de vencer o demônio. Se caímos em pecado, nesta Quaresma podemos nos livrar dele pelo perdão que Deus nos dá, e recomeçar nova vida. Quando chegar o fim dos tempos seremos julgados por Deus, mas na certeza de termos vencido as tentações e estarmos já perdoados. Continuemos a meditar sobre isto amanhã.



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.





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