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19 de junho de 2019
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Liturgia do dia 03/03/2019


Leituras
Eclo 27,5-8 (gr. 4-7)
Sl 91(92),2-3.13-14.15-16 (R/. cf. 2a)
1Cor 15,54-58
Lc 6,39-45

8º Domingo do Tempo Comum

Domingo


Primeira Leitura: Eclo 27,5-8 (gr. 4-7) 


4Quando se agita a peneira, aparecem as impurezas, assim os defeitos do homem, nas palavras. 5O forno prova os vasos do oleiro; em suas asserções está a prova do homem. 6O fruto da árvore revela o campo que o produz, a palavra mostra o que sente o coração. 7Não louves a ninguém antes de ouvi-lo falar, pois esta é a pedra de toque dos homens.



Salmo: Sl 91(92),2-3.13-14.15-16 (R/. cf. 2a) 


R.: É bom rendermos graças ao Senhor

2É bom rendermos graças ao Senhor, celebrar o teu nome, Deus Altíssimo; 3proclamar de manhã o teu amor, tua fidelidade noite afora.

13Eis que como a palmeira brota o justo, como os cedros do Líbano se eleva, 14que, plantados na casa do Senhor, no átrio do nosso Deus se vão erguendo.

15Embora velhos, cobrem-se de frutos; revestem-se, viçosos, de folhagens. 16Eles proclamarão: “Reto é o Senhor; é o meu rochedo, nenhum mal há nele!”.



Segunda Leitura: 1Cor 15,54-58 

54Quando este ser destrutível tiver assumido a indestrutibilidade e este ser mortal tiver assumido a imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: A morte foi tragada na vitória. 55Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está teu aguilhão? 56O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57Mas sejam dadas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58Por isso, meus irmãos amados, sede firmes, constantes, progredi sempre na obra do Senhor, sabendo que o vosso esforço não é inútil no Senhor.


 


Evangelho: Lc 6,39-45

39Ele ainda fez uma comparação: “Um cego pode guiar outro cego? Os dois não vão cair num buraco? 40O discípulo não é mais que o mestre. Mas todo discípulo, quando chegar à perfeição, será como seu mestre. 41Por que ficas reparando no cisco que está no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu? 42Ou, então, como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, dá licença para eu tirar o cisco do teu olho’, se nem percebes a trave que está no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho! E então começarás a enxergar bem para tirares o cisco do olho do teu irmão. 43Nenhuma árvore boa dá fruto mau. Nenhuma árvore má dá fruto bom. 44Cada árvore é reconhecida pelo fruto que lhe é próprio: não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de urtigas. 45O homem bom tira o bem do tesouro de bondade que é o seu coração; e o mau tira o mal do seu fundo ruim; pois a boca fala do que o coração está cheio.



Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 - Ano C - São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia


EM NOSSA VIDA TERRESTRE O MAL PODE NOS AMEAÇAR

MAS UMA VEZ SALVOS DA CORRUPÇÃO CORPORAL E RESSUSCITADOS,

O MAL DA MORTE NÃO NOS ATINGIRÁ.


 

Ao longo de nossa existência neste mundo nos deparamos com o bem e o mal que brotam do coração humano. Não há como livrar-se desta condição por nossos meios. Um grave problema resulta disto: o de nos deixar dominar pelo mal e assim perdermos os frutos da Salvação dada por Jesus Cristo, que venceu a morte, o pior dos males desta vida na terra.

A Liturgia da Palavra deste domingo é encorajadora: mesmo que encontremos em cada pessoa uma raiz de mal, não devemos nunca desanimar. Há também muitas pessoas em quem o bem floresce.

Mais ainda: todo mal deste mundo, o pecado, será destruído.

O pecado é um mal que pode ser comparado a uma árvore ruim, que dá como fruto a morte. Com a destruição desta árvore-pecado, de seu fruto-morte, virá a Salvação de todas as pessoas perdoadas por Deus. Em Jesus a árvore do mal será destruída por Sua morte, e a todos a Salvação será oferecida.

Não devemos temer os efeitos desta árvore da vida. A Graça salvadora de Deus nos sereniza e nos dá segurança perante o mal que persiste no mundo.

Vamos terminar nossa meditação de hoje com as palavras encorajadoras de São Paulo aos coríntios:

..., meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que nossas fadigas não são em vão, no Senhor (1Cor 15,58).

Primeira Leitura

Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos; assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar (Eclo 27,5)

O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim a palavra revela o coração do homem (Eclo 27,7).

O Livro do Eclesiástico é uma coleção de ditos de sabedoria.

Quem o escreveu revela uma profunda vivência da condição humana dividida entre o bem e o mal. Deste modo, várias comparações são trazidas por seu autor, com a finalidade de nos ensinar como enfrentar os problemas que a vida nos apresenta constantemente.

Neste capítulo o Eclesiástico ensina com grande clareza como revelamos, o bem e o mal que trazemos dentro de nós. E isto se dá em nossas conversas, em nosso falar, no simples ato de abrir a boca. Ora, falar mostra nosso íntimo, quer queiramos ou não.

Uma comparação muito simples e de fácil entendimento é a do fruto que mostra de qual árvore veio. É deste modo que entendemos como boas ou más as palavras dos outros, pois assim é que os outros revelam o têm no coração.

O fruto está para a árvore assim como a palavra para o coração humano.

E a comparação se conclui aqui. O autor do Eclesiástico deixa para seu leitor as conclusões que pode atingir facilmente, com um mínimo de esforço mental.

É esta a sabedoria bíblica que nos convém: imediata, educativa e consoladora.

Desta Primeira Leitura passamos imediatamente ao ensino que Jesus traz do Eclesiástico nesta passagem de Lc 6.

Evangelho: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins,

nem árvore ruim que dê frutos bons.

Cada árvore se reconhece pelo seu fruto...” (Lc 6,43.44).

Jesus quis também ensinar com a mesma simplicidade do autor do Eclesiástico. Jesus sabia que seus ouvintes já conheciam esta passagem antiga, porque o Eclesiástico era lido e relido nas sinagogas dos judeus de seu tempo.

Também Jesus faz a mesma simples afirmação que já conhecemos da Primeira Leitura. Deste modo, concluímos o mesmo que já conhecemos a partir da Primeira Leitura.

Porém a mensagem da Liturgia da Palavra deste domingo não termina aqui.

A consideração do lado positivo da condição humana em seu relacionamento com Deus e com os homens aparece no Salmo Responsorial, tal como veremos em seguida.

Salmo Responsorial

O justo crescerá como a palmeira,

florirá igual ao cedro que há no Líbano [Sl 91(92)13].

Aqui apenas nos é dito o que acontecerá com os justos. Nada se diz sobre o ímpio, o injusto, o homem que optou por viver no pecado, contra a vontade de Deus.

E qual é a sorte do homem bom, honesto, justo aos olhos de Deus?

É aquela que todas as pessoas bem intencionadas podem concluir: da vida de um homem que busca a justiça, a vontade divina, somente pode vir o bem. A que comparar este bem? O Salmo o compara com uma das formas mais portentosas da natureza: a majestade do cedro do Líbano! Isto acontece com o homem que a Sagrada Escritura chama de “justo”.          Mas o “ímpio” não chegará nunca a esta ponto.

E podemos perguntar: quando isto acontece?

Para o Antigo Testamento isto acontecia na vida terrena dos homens justos. E devemos concluir que havia muitos homens justos, recompensados por Deus com uma vida longa. O cedro do Líbano vive séculos. É a imagem do justo recompensado por Deus.

Mas como seria para o Novo Testamento?

Qual seria a condição do justo?

E de qual justo se trata?

Trata-se de todo homem que Jesus Cristo justificou por meio de Sua Morte salvadora.

Jesus, de fato, redimiu os que creram nele. Jesus os libertou da culpa que o pecado provocava, culpa paga com a morte.

Aqui está a resposta simples do Evangelho à nova condição do homem que Deus tornou “justo”. Não pesa mais sobre ele o pecado nem seu efeito, a morte. A Ressurreição é a vida longa do justo na nova condição humana, a dos salvos por Jesus Cristo. É uma verdadeira recriação da humanidade, a dos ressuscitados com Jesus Cristo.

Porém a maravilhosa obra salvadora divina não cessa aqui. Ela se completa na Ressurreição dos mortos, que nos aguarda no fim de nossa vida terrena.

A este ponto entendemos o que nos diz a Segunda Leitura:

E quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade

e este ser mortal estiver vestido de imortalidade,

então estará cumprida a palavra da Escritura:

“A morte foi tragada pela vitória (1Cor 15,54).

Ó morte, onde está tua vitória? (1Cor 15,55).

Esta explicação tão clara é como que o acabamento de nossa reflexão sobre a condição dos justos e dos ímpios.

Para os salvos por Jesus Cristo não há mais motivo para temer o mal do mundo no coração dos homens.

Para os salvos por Jesus Cristo acabou a morte. A corrupção que ela provocava não acontecerá nunca mais: a Vida Eterna está dada a todas as pessoas que creram em Jesus, no em poder salvador de sua Paixão e Morte.

E o que resulta da Ressurreição?

São Paulo completa esta visão maravilhosa da Salvação em Rm 8,28-30:

v. 28: Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus,

daqueles que são chamados segundo o seu desígnio.

v. 29: Pois aos que ele conheceu desde sempre,

também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho,

para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos.

v. 30: E àqueles que predestinou, também os chamou, e aos que chamou, também os justificou, e aos que justificou, também os glorificou.

A glorificação final é a Ressurreição participada da de Jesus Cristo. É a participação na Glória que só Deus tem.

É este o ponto de chegada de toda a obra salvadora, a explicação para a condição dos justos, justificados por Deus, através da Salvação dada em Jesus Cristo.

Chegamos aqui à compreensão da Liturgia da Palavra deste domingo.

Sabemos que em nossa vida terrestre o mal pode nos ameaçar, mas uma vez salvos da corrupção corporal e ressuscitados, o mal da morte não nos atingirá.

Para nosso dia a dia, recordemos e levemos conosco a palavra encorajadora de São Paulo:

... meus amados irmãos,

sede firmes e inabaláveis,

empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor,

certos de que nossas fadigas não são em vão, no Senhor (1Cor 15,58).



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.





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