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24 de agosto de 2019
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Liturgia do dia 28/07/2019


Leituras
Gn 18,20-32
Sl 137(138),1-2a.2bc-3.6-7ab.7c-8 (R/. 3a)
Cl 2,12-14
Lc 11,1-13 (Oração perseverante)

17º Domingo do Tempo Comum

Domingo


Primeira Leitura: Gn 18,20-32

20Disse-lhe, pois, Javé: “Verdadeiramente é grande o clamor contra Sodoma e Gomorra! Muito grave é o seu pecado! 21Descerei para lá para ver se de fato eles agem, ou não, conforme o clamor que veio até mim; quero sabê-lo”. 22Afastaram-se os homens e tomaram o caminho de Sodoma, enquanto Javé ainda continuava diante de Abraão. 23Abraão se adiantou e disse: “Queres mesmo que pereça o justo com o pecador? 24Talvez haja cinquenta justos na cidade. Irias exterminá-los também, e não perdoarias a cidade por estes cinquenta justos que lá vivem? 25Longe de ti fazer uma tal coisa: fazer perecer o justo com o pecador, de modo a ser o justo tratado como o pecador. Longe de ti! Poderá acaso o juiz de toda a terra não fazer justiça?”. 26Respondeu Javé: “Se houver em Sodoma cinquenta justos, por causa deles perdoarei a localidade toda”. 27Abraão de novo tomou a palavra: “Sou certamente ousado em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza! 28Pode ser que faltem cinco justos para completar cinquenta: neste caso destruirias, por causa destes cinco, toda a cidade?”. Respondeu-lhe: “Não a destruirei se nela houver quarenta, e cinco justos”. 29Abraão continuou: “Talvez se encontrem somente quarenta”. E Javé respondeu: “Nada farei, por causa dos quarenta”. 30E Abraão continuou a falar: “Que meu Senhor não se zangue pelo que vou dizer: e se se encontrarem trinta?” Respondeu ele: “Nada farei se lá houver trinta”. 31Abraão acrescentou: “Vou falar atrevidamente: se se acharem vinte?”. E Javé replicou: “Não destruirei a cidade em vista dos vinte”. 32E Abraão disse: “Que meu Senhor não se irrite se falo ainda uma vez: e se, por acaso, houver dez?”. Ele respondeu: “Por causa dos dez não destruirei”.


 


Salmo: Sl 137(138),1-2a.2bc-3.6-7ab.7c-8 (R/. 3a)

R.: Tu me atendeste quando eu te invoquei


1Senhor, de coração eu te agradeço, atendeste às palavras do meu lábio, quero cantar-te em face dos teus anjos. 2aAnte o teu templo santo eu me prosterno.

2bcÉs clemente e fiel, louvo o teu nome, tua promessa e nome engrandeceste. 3Tu me atendeste quando eu te invoquei, aumentaste o vigor da minha alma.

6És excelso, Senhor, mas vês o pobre, e só de longe fitas o soberbo. 7abEm plena provação, manténs-me vivo; irritando o inimigo,

7bcdás-me a mão, e salva-me, Senhor, a tua destra. 8Leva a termo o trabalho começado! Senhor, tua bondade é para sempre, obra de tuas mãos, não me abandones.



Segunda Leitura: Cl 2,12-14

12Estais sepultados com ele pelo batismo, e com ele também ressuscitastes pela fé com que credes no poder de Deus que os ressuscitou dos mortos. 13A vós, que estáveis mortos pelos vossos pecados e pela vossa carne sem circuncisão, ele vos fez reviver com Cristo, perdoando todos os vossos pecados. 14Cancelou o registro contrário a nós pelas suas muitas exigências legais, afixando-o à cruz.



Evangelho: Lc 11,1-13 (Oração perseverante)

1Um dia, Jesus estava rezando em certo lugar. Quando acabou, um dos discípulos lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou aos seus discípulos”. 2Ele lhes respondeu: “Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja teu nome venha o teu reino; 3dá-nos o pão necessário para cada dia; 4 e perdoa os nossos pecados, porque também nós perdoamos a quem é o nosso devedor, e não nos deixes cair em tentação”. 5 Disse ainda: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo durante a noite para dizer: 6 ‘amigo, arranja-me três pães, porque um outro meu amigo acabou de chegar de viagem lá em casa e não tenho nada para lhe oferecer’, 7 e se ele responder de dentro: ‘Não me incomodes! a porta está fechada, eu e meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar agora para te ajudar’, 8 eu vos digo: embora não se levante para ajudá-lo por motivo da amizade, pelo menos por causa da importunação se levantará e lhe dará o que precisar. 9Por isso, eu vos digo: pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei à porta e ela vos será aberta. 10Porque quem pede recebe; quem busca acha; e a quem bate a porta será aberta. 11Qual de vós é o pai que daria uma serpente a um filho que lhe pede peixe? 12Ou um escorpião em vez de um ovo? 13Portanto, se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”.



Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 - Ano C - São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 


Boa Nova para cada dia



A DÍVIDA QUE HAVIA CONTRA NÓS CRISTO A PAGOU NA CRUZ

Toda a Liturgia da Palavra deste domingo nos leva a considerar a misericórdia de Deus que é o Deus do perdão de nossos pecados e da reparação devida por causa deles. Em Jesus Cristo, porém, a misericórdia divina se manifesta em plenitude, e Deus nos perdoa os pecados e das penas merecidas por causa deles.

Primeira Leitura: Gn 18,20-32.

Por causa dos dez eu não a destruiria (Gn 18,32b).

Esta passagem marca nossa imaginação pelo poder da cena que descreve.

Deus visitara Abraão e lhe prometera um descendente dali a um ano. Deus recompensava a Abraão pela fé que Nele teve. A vida de Abraão iria ter continuidade em seu filho Isaque.

Portanto era uma promessa de vida.

Mas em seguida Deus se afasta na direção de Sodoma e Gomorra, para as destruir por seus pecados.

E esta era uma promessa de morte.

Mas em Sodoma morava Lot, sobrinho de Abraão.

Por temor de perder seu sobrinho e a família dele, Abraão suplica a Deus que não destrua toda a cidade de Sodoma!

É neste momento que Abraão começa a regatear com Deus a salvação da cidade. Primeiro pede a Deus que a livre da destruição se encontrar nela cinquenta pessoas sem pecado, cinquenta “justos”, isto é, que respeitem a Deus. Mas Abraão sabe que somente Lot e sua família podem ser considerados “justos”. E são poucas pessoas. Portanto Abraão vai diminuindo o número de “justos” a serem salvos da destruição; ele chega até dez “justos”. E Deus promete que por estes dez não destruiria Sodoma.

Sabemos que a estória continua com a salvação de Lot e sua família: são retirados da cidade pelos anjos de Deus, antes que o fogo do céu caísse sobre Sodoma.

O que esta estória nos ensina?

Principalmente estas lições:




  1. Deus é bom e ama suas criaturas, as pessoas que criou. Para isto diz como as pessoas devem se relacionar com Ele, e Ele as considera “justas” quando cumprem Sua vontade, que é só para o bem dos homens, pois Deus é bondade infinita que se basta a si.


  2. Destas criaturas Deus quis formar para Si um Povo Santo,


  3. e escolheu Abraão para ser pai deste Povo.


  4. Abraão foi fiel a Deus porque acreditou Nele.


  5. Deus o considerou “justo”: Gl 3,6: Abraão creu em Deus, que o declarou “justo”.


  6. Mas em Sodoma havia mais pessoas que ultrapassavam os limites dos crimes e pecados. Nenhum “justo” foi encontrado na cidade. Deus em sua ira justa devia eliminá-los. Por isso a destruiu.


  7. No entanto Deus ouviu a intercessão de Abraão e salvou Lot e sua família.


  8. Abraão e Lot ficaram agradecidos a Deus por esta maravilhosa demonstração de bondade e poder.


 

Tenhamos em mente estas reflexões para entendermos o Salmo, a Segunda Leitura e o Evangelho de hoje dentro desta mesma linha da misericórdia de Deus.

Salmo Responsorial: Sl 137(138),1-2a.2bc-3. 6-7ab.7c-8 (R/3a).

... eu vos dou graças, porque ouvistes as palavra dos meus lábios [Sl 137(138),1a].

Na Primeira Leitura vimos como Deus atendeu ao pedido de Abraão e salvou Lot da Sodoma destruída.

Neste Salmo vemos o salmista agradecer a Deus, encantado com a generosidade divina. Não seria este um Salmo que Abraão e Lot poderiam cantar no momento em que Deus atendeu ao pedido que Abraão Lhe fez?

Com esta disposição devemos cantar nesta missa este salmo, observando cada palavra que contém. É uma riqueza de oração muito grande contida em seus oito versículos.

Este Salmo corresponde a momentos vividos por nós em situações parecidas de sofrimento, perigo, risco de vida, e outras dificuldades em nossa história pessoal e comunitária.

Terminemos nossa consideração sobre este Salmo meditando seu versículo 2bc: Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes.

Segunda Leitura Cl 2, 12-14.

Existia contra nós uma conta a ser paga, mas Ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz (Cl 2,14).

O que São Paulo diz aqui aos colossenses tem muito a ver com a história da salvação experimentada por Abraão e Lot, conhecida na Primeira Leitura de hoje.

Se no tempo de Abraão havia pessoas com graves pecados em Sodoma e Gomorra, Deus não usou de misericórdia para com elas e as destruiu com fogo mandado do céu.

No tempo em que São Paulo anunciava o Evangelho de Jesus Cristo, o mundo estava cheio de pessoas que viviam no pecado, como em toda a história da humanidade. No entanto São Paulo foi enviado para estes pecadores, precisamente, para lhes anunciar não só o perdão dos pecados deles como também a remissão de toda pena que deveriam pagar por eles.

E São Paulo lhes disse: ... vós estáveis mortos por causa de vossos pecados... até que Deus vos trouxe para a Vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados. Existia contra nós uma conta a ser paga, mas Ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz (Cl 2,13-14).

Vemos agora como a misericórdia de Deus resultou em perdão dos pecados e remissão da pena devida, precisamente porque Jesus Cristo, para isto, derramou seu sangue sobre a cruz.

Não devemos agradecer a Deus do mesmo modo que fariam Abraão e Lot, como nos ensina o Salmo Responsorial de hoje?

Portanto tenhamos presente nosso dever de gratidão a Deus Pai e Jesus Cristo Seu Filho, por nos terem tratado com misericórdia e aberto o Reino do Céu. Foi muito mais do que poderíamos pedir.

Cumpre-se, deste modo, o que o Salmo disse: Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes [Sl 137(138),2ab].

Evangelho: Lc 11,1-13.

... vai levantar-se ao menos por causa da insistência e lhe dará quanto for necessário (Lc 11,8).

Para considerar e meditar este Evangelho, vamos nos orientar pelo que o Salmo Responsorial nos ensinou até aqui: Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes [Sl 137(138),2ab].

De fato, neste Evangelho Jesus nos ensina a Oração do Pai Nosso. Nela estão os pedidos que Jesus reuniu para dizermos a Deus, Seu Pai e nosso Pai. Diante de Deus, quando rezamos o Pai Nosso, somos “justos” como Abraão.

Mas neste Evangelho Jesus não se contentou somente em ensinar o Pai Nosso.

Ele ensinou mais do que os discípulos esperavam. Eles somente queriam que Jesus lhes ensinasse a rezar, porque João Batista tinha ensinado o mesmo aos discípulos dele.

E Jesus surpreende. Ensina o Pai Nosso mais a lição sobre a insistência da intercessão, do pedido por aquilo que de Deus necessitamos receber.

Jesus chega ao ponto de mostrar uma imagem inadequada de Deus, comparando-O a uma pessoa que não quer ser incomodada com o pedido dos outros. Jesus disse: ... vai levantar-se ao menos por causa da insistência e lhe dará quanto for necessário (Lc 11,8).

Mas a “insistência” de nosso pedido não ofende a Deus?

Tem gente que pensa que sim, imaginando uma atitude desagradável a Deus.

Mas deste modo não segue o conselho de Jesus.

Jesus quer que aprendamos que Deus é a paciência infinita, a misericórdia infinita, a bondade infinita. E por causa disto tudo é justo, a justiça infinita.

Foi por ser justo que Deus eliminou Sodoma e Gomorra, não por não ter paciência, misericórdia e bondade para com aqueles moradores. Eles tinham chegado ao limite da injustiça.

Jesus manda ser insistente com Deus! Mas, afinal, o que Jesus está dizendo?

Ele quer nos mostrar a paciência, a misericórdia e a bondade infinitas de Deus.

Como se isto não bastasse, é por amor que Deus nos atende, olhando em cada um de nós a imagem de Seu Filho amado, ao qual concede tudo o que pedir.

Portanto, com Jesus Cristo, digamos Pai “Nosso”.

E seremos ouvidos. Todas as vezes que rezarmos o Pai Nosso. Milhares de vezes em nossa vida.

É o que Deus gosta de ouvir de nós, para nos atender.



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma







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