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21 de julho de 2019
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Liturgia do dia 21/07/2019


Leituras
Gn 18,1-10a
Sl 14(15),2-3ab.3cd-4ab.5 (R/. 1a)
Cl 1,24-28
Lc 10,38-42 (Marta e Maria)

16º Domingo do Tempo Comum

Domingo


Primeira Leitura: Gn 18,1-10a

1E Javé apareceu a Abraão junto do Carvalho de Mambré quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, ao calor do dia. 2Tendo levantado os olhos, viu três homens de pé perto dele. Logo que os viu, correu ao seu encontro, da entrada da tenda, e prostrou-se em terra. 3Disse-lhes: “Meus senhores, se obtive graça ante vossos olhos, por favor, não passeis diante do vosso servo sem vos deterdes. 4 Ser-vos-á trazido um pouco de água para lavardes os pés, e repousareis sob a árvore. 5Vou buscar um pedaço de pão para refazerdes as forças. Depois prosseguireis viagem; foi por isto que passastes junto de vosso servo!”. Responderam-lhe eles: “Sim! faze como disseste!”. 6Abraão foi depressa para a tenda onde estava Sara, e disse-lhe: “Toma depressa três medidas de farinha de trigo, amassa-a, e faze bolos”. 7Depois correu Abraão ao rebanho, tomou um novilho tenro e bom, entregou-o a um servo, que se apressou em prepará-lo. 8Tomou depois coalhada, leite, e o novilho preparado, e colocou tudo diante deles e ficou de pé junto deles sob a árvore, enquanto comiam. 9Eles disseram-lhe: “Onde está Sara, tua mulher?”. Abraão respondeu: “Aí mesmo, na tenda”. 10Ele disse: “Voltarei a ti dentro de um ano, e então a tua mulher Sara terá um filho. Sara estava escutando à entrada da tenda, atrás dele.


 


Salmo: Sl 14(15),2-3ab.3cd-4ab.5 (R/. 1a)

R.: “Quem irá se hospedar na tua tenda?


2O que vive sem mancha e age direito, o que em seu coração traz a verdade. 3O que não solta a língua na calúnia, o que não causa dano algum ao próximo.

3cd O que não cobre de insultos o vizinho. 4Quem considera o ímpio desprezível, mas ao temente a Deus sabe estimar.

5Não empresta dinheiro com usura, nem se deixa comprar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!



Segunda Leitura: Cl 1,24-28

24Agora eu estou contente com os sofrimentos que tenho de suportar por vós. Porque assim completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor do seu Corpo, que é a Igreja. 25Dela me tornei ministro, em virtude da função que Deus me confiou junto de vós: a de anunciar a mensagem divina, 26o ministério escondido desde a origem dos tempos e das gerações e manifestado agora aos seus santos. 27Deus quis revelar a eles que gloriosas riquezas este mistério encerra para os pagãos, isto é, Cristo que está em vós, a esperança da glória! 28É ele quem nós anunciamos insistindo com todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, para conduzi-los todos à perfeição que se atinge em Cristo.



Evangelho: Lc 10,38-42 (Marta e Maria)

38 Jesus, estando em viagem, entrou num povoado, e uma mulher, que se chamava Marta, o hospedou em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. 40Marta, pelo contrário, estava atarefada com o serviço da mesa. Ela se aproximou e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Manda que ela me ajude”. 41Mas Jesus lhe respondeu: “Marta, Marta, tu te afliges e te preocupas com muitas coisas; 42mas só uma coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”



Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 - Ano C - São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 


Boa Nova para cada dia




SENHOR, QUEM MORARÁ EM VOSSA CASA?

 

Primeira Leitura: Gn 18, 1-10a.

Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto de mim seu servo (Gn 18,3).

Lemos nesta Primeira Leitura aquela passagem do livro de Gênesis em que Deus aparece a Abraão na figura de três pessoas. Assim que os viu, Abraão correu ao seu encontro e prostrou-se por terra (Gn 18,3). Ele estava diante de seu Deus.

Como Abraão soube que era Deus quem o visitava?

O texto de Genesis não explica, mas simplesmente diz que naquelas três pessoas Abraão reconheceu seu Deus, que antes se manifestara a ele em diferentes maneiras, e que lhe mudara o nome de Abrão a Abraão (Gn 17,5).

Ora, Abraão já tinha progredido espiritualmente para saber distinguir seu Deus de outras pessoas. E foi naqueles três homens que identificou seu Deus sem a menor dúvida.

Parecia que os três estavam apenas de passagem e não se deteriam na tenda de Abraão. Isto não nos recorda a presença misteriosa de Jesus caminhando ao lado dos discípulos de Emaús?

Como os discípulos de Emaús pediram a Jesus que ficasse com eles no albergue, do mesmo modo Abraão pede que os três se detenham junto de sua tenda: Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto de mim seu servo (Gn 18,3).

Abraão preparou a melhor recepção e refeição que pôde e a ofereceu a seus hóspedes:

- água para lavar os pés deles: era norma de boa educação para com visitantes.

- descanso à sombra da árvore enquanto a refeição não ficava pronta.

- Em seguida mandou que Sara preparasse os pães e os assasse para os três.

- Depois entregou a um criado um bezerro tenro para que o preparasse depressa como carne para a refeição.

- preparado o bezerro, Abraão o serviu com coalhada aos hóspedes.

Todos estes detalhes nos mostram o quanto Deus significava para Abraão. O que ele tinha a oferecer era pouco e simples. Eram gestos de boa educação e alimentação rústica como a dos beduínos.

Deus não reparou na simplicidade daquela hospitalidade e refeição.

Pelo contrário ficou satisfeito.

E como demonstração desta gratidão divina, Deus retribuiu com uma promessa: Voltarei, sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho (Gn 18,10a).

E aqui termina nossa Primeira Leitura. O que veio depois?

Sabemos que de fato Sara teve um filho, Isaque (Gn 21,1-3), um ano depois que Deus visitara a seu marido e a ela naquela tarde quente de verão.

Aqui está dito o mais importante desta leitura: aquele casal idoso, incapaz de gerar filhos, por um milagre de Deus terá uma descendência. De Isaque nascerão Esaú e Jacó, e destes todo o Povo Eleito de Deus. E tudo tinha começado no dia em que Deus se revelara pela primeira vez a Abraão, prometendo-lhe uma grande descendência.

 

Considerando a descendência de Abraão, muito mais tarde São Paulo dirá: esta descendência é Cristo (Gl 3,16), no qual todos os batizados estão incorporados formando um só corpo, a Igreja (Gl 3,29; Cl 1,18; Ef 5,23).

Para nossa reflexão esta Primeira Leitura oferece a contemplação de todas as coisas que Abraão fez para dar boa acolhida a Deus junto de sua tenda. Pensemos nesta solicitude respeitosa e nesta adoração de Abraão ao seu Deus.

Quando Jesus Cristo vier, muito tempo depois de Abraão, será “Deus conosco” (Mt 1,23): não só Deus nos visitará na pessoa do Seu Filho Encarnado, como Deus nos fará habitar, já nesta terra, em Sua Casa, a Igreja, onde o Espírito Santo tem Seu Templo (1Cor 6,19).

Salmo Responsorial: Sl 14(15),2-3ab. 3cd-4ab.5.

Senhor, quem morará em vossa casa? [Sl 14(15),1].

Para o salmista que fez esta pergunta a Deus, era importante saber quais condições Deus punha para que os homens pudessem habitar em seu Templo.

Naquele tempo a morada de Deus na terra era o Templo de Jerusalém.

Ali era permitido entrar só quem estivesse preparado conforme as prescrições litúrgicas.

E, mais importante, era necessário ter a purificação do coração adequada para comparecer diante de Deus.

De fato o Salmo enumera estas condições:

1- levar uma vida sem pecado: versículo 2a;

2- praticar a Justiça, isto é, um comportamento reto exigido no relacionamento com o Deus de Israel conforme a Lei: versículo 2b;

3- ser autêntico, por dentro e por fora: versículo 3a;

4- não fazer calúnias: versículo 3b;

5- não prejudicar seu irmão: versículo 3c;

6- não insultar os vizinhos: versículo 3d;

7- não elogiar quem não cumpre deveres religiosos, os ímpios: versículo 4a;

8- pelo contrário honrar os que respeitam a Deus: versículo 4b;

9- não emprestar dinheiro para ter lucro: versículo 5a;

10- não lucrar enganando os inocentes: versículo 5b.

São dez preceitos, como dez são os Mandamentos. Mas estes preceitos são mais simples que os Mandamentos.

É claro que não havia lugar, no Templo de Jerusalém, para todas as pessoas que preenchessem estas condições.

Então o que o salmista quis dizer?

O salmista, na verdade, está dando, em primeiro lugar, as normas espirituais para que a pessoa permaneça em União com Deus. Afinal era isto que todo israelita desejava.

Estar com Deus: aí está o mais importante da vida de quem tem fé.

O Salmo, portanto, nos dá estas indicações. Se as adaptamos ao nosso tempo, podemos cumpri-las e viver em União com Deus.

Perguntemos: será que Jesus, “Deus conosco”, enquanto homem, cumpriu estas condições? A resposta sem dúvida é “Sim”.

Jesus foi, antes de mais ninguém, o Templo de Deus na terra.

Não foi isto que Ele disse quando expulsou os vendilhões do Templo? Ele disse, naquela ocasião: Destruí Este Templo e em três dias eu o levantarei (Jo 2,19).

 

A comunidade cristã é o Templo do Espírito Santo, como diz São Paulo em 1Cor 6,19: vós sois o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus; não sois de vós mesmos.

Portanto somos de Deus, sua morada na terra.

Segunda Leitura Cl 1, 24-28 Lc 10, 38-42.

A (seus santos) Deus quis manifestar ... este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória (Cl 1,26.27).

Quando o anjo anunciou a Maria o nascimento de seu Filho, Filho de Deus, disse que seu nome seria “Deus conosco”: Mt 1,23.

Jesus Cristo disse, quando subia ao céu, que estaria conosco todos os dias até o fim do mundo (Mt 28,20).

Antes que São Mateus escrevesse seu Evangelho, a comunidade cristã já sabia destas informações sobre Jesus, isto é, que Ele está sempre unido a sua Igreja.

Na pregação de São Paulo isto foi lembrado, mas de um modo mais profundo, como ele mesmo deixou escrito nesta epístola aos Colossenses.

São Paulo fala da “presença de Cristo” no meio da comunidade como um fato normal. Os cristãos de Colossos podiam confirmar o que São Paulo disse, porque esta era a experiência espiritual de Jesus que tinham no meio deles.

São Paulo disse também que esta presença de Jesus no meio da comunidade era esperança da Glória. O que significa isto?

A Glória é expressão da presença de Deus ao se revelar com esplendor e poder a Seu Povo, deste os tempos do Antigo Testamento. Diz o Salmo 18(19),1: ... os céus manifestam a glória de Deus. E 1Crônicas 29,9 diz: Tua é, Senhor, a magnificência, o poder, a honra, a vitória e a majestade...

A esperança da Glória é a esperança de morar na casa de Deus, como nos diz o Salmo Responsorial. E São Paulo promete aos cristãos morar na casa de Deus onde sua Glória resplandece para sempre.

Ora, isto será a Vida Eterna, onde nossas esperanças todas de União com Deus estarão cumpridas. Então haverá somente o Amor pleno a Deus e de Deus a nós: isto é a Caridade, que jamais passará (1Cor 13,8), depois que a Fé e a Esperança encontrarem o que desejam, isto é, Deus na Vida Eterna.

Evangelho: Lc 10,38-42.

Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa (Lc 10,38).

Meditamos muitas vezes na acolhida que Marta e Maria deram a Jesus. No dia 29 deste mês a liturgia celebrará Santa Marta, e teremos ocasião de retomarmos o capítulo 10 do Evangelho de Lucas.

Concentremos hoje nossa atenção na dedicação de Marta: tanto a espiritual como a material. A mais importante foi sua atitude espiritual. Ela toma iniciativa de receber Jesus em sua casa.

Marta, antes de receber Jesus em sua casa, acolheu-O em seu coração.

Ela sabia quem Jesus era, e qual missão Ele recebera de Deus. Para um homem tão importante como este, a melhor acolhida devia ser oferecida, pensou Marta.

E assim, de coração preparado, foi fazer a refeição para Jesus.

Ele tinha caminhado pelas estradas poeirentas, estava com sede e fome.

Em tudo isto Marta pensou. Foi total dedicação. E com coração alegre.

 

Não foi o mesmo que pensou Abraão quando Deus se apresentou diante de sua tenda na figura de três pessoas? Foi o que lemos na Primeira Leitura de hoje.

E no Salmo responsorial vimos dez preceitos para preparar alguém para morar na “Casa do Senhor”. Marta, Lázaro e Maria, seus irmãos, deviam cumprir aqueles dez preceitos como bons israelitas.

Na Segunda Leitura São Paulo dissera aos Colossenses: [a seus santos] Deus quis manifestar ... este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória (Cl 1,26.27).

Mesmo atarefada e sem se dar conta disto, Marta vivia a presença de Cristo em sua casa. Ela foi recompensada com a esperança da glória futura de Cristo no fim dos tempos. De fato, acreditando na ressurreição no último dia (Jo 11,24), viu antecipadamente a Ressurreição dos mortos no milagre que Jesus fizera ressuscitando Lázaro (Jo 11,43).

Para concluir nossa meditação sobre a Liturgia da Palavra neste domingo, precisamos recordar que as Leituras, o Salmo e o Evangelho nos ensinam como é necessário amar a Deus, desejar viver em União com Ele, viver já nesta terra o amor a Ele e o Dele por nós, e, enfim, alcançarmos a Vida Eterna depois que Deus nos ressuscitar no último dia.

De fato, não fomos criados para vivermos neste mundo eternamente, estamos aqui só de passagem, como peregrinos.

Nossa pátria é o céu, diz São Paulo em Fl 3,20, é o céu: ... pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo..., para nos levar para lá conSigo.

Será verdade?

Jesus dissera: Ele mesmo vai nos preparar moradas no céu, para vivermos no amor de Deus para sempre: Jo 14,2.

Como podemos ter esta certeza?

Jesus disse que Ele e Deus virão morar no nosso coração: Jo 14,23.

Portanto a morada celeste será continuação desta já vivida na terra.

Não está aí a resposta à questão inicial da Liturgia da Palavra deste domingo? Começamos com a pergunta: “Senhor, quem morará em vossa casa? [Sl 14(15.1)].e, por fim, encontramos a resposta eu nos satisfaz em Jo 14,2.23!

Pensemos nisto seriamente. Esta meditação pode mudar nossa vida profundamente.



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma





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