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22 de novembro de 2017
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Liturgia do dia 22/11/2017


Leituras
2Mc 7,1.20-31
Sl 16 (17),1. 5-6. 8b.15 (R. 15b)
Lc 19,11-28

33ª Semana do Tempo Comum - Ano A

Quarta-Feira

Primeira Leitura: 2Mc 7,1.20-31

Naqueles dias:1 Aconteceu também que foram presos sete irmãos juntamente com sua mãe, e o rei quis obrigá-los a comer carne de porco, proibida pela Lei, fustigando-os com golpes de azorrague e de nervos de boi.  20 Vendo morrer seus sete filhos em um só dia, a mãe, extraordinariamente admirável e digna de ilustre memória, tudo suportou valorosamente, por causa de sua esperança no Senhor. 21 Cheia de nobres sentimentos, exortava a cada um deles na língua de seus pais. Revestindo de coragem varonil sua alma feminina, dizia-lhes: 22 “Não sei como aparecestes em minhas entranhas; não fui eu que vos dei o espírito e a vida, não fui eu que dispus os elementos de vosso corpo. 23 O Criador do mundo, que organiza o nascimento dos homens e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo, em sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora desprezais a vós mesmos, por amor às suas Leis”. 24 Antíoco julgou que ela o insultava e supôs que houvesse ultraje em suas palavras. Como o mais novo ainda estivesse vivo, não somente lhe dirigiu exortações, mas lhe prometeu, com juramento, torná-lo rico e feliz se abandonasse as Leis de seus pais. Torná-lo-ia seu amigo e lhe confiaria altas funções. 25 Vendo que o jovem não lhe prestava nenhuma atenção, o rei chamou a mãe e exortou-a a dar conselhos ao adolescente para que se salvasse. 26 Depois de a exortar por muito tempo, ela concordou em persuadir o filho. 27 Inclinou-se para ele e, zombando do cruel tirano, assim falou na língua de seus pais: “Meu filho, tem piedade de mim que, durante nove meses, te trouxe em meu seio, que por três anos te amamentei, que te nutri e eduquei até a idade que tens, cuidando de ti. 28 Conjuro-te, meu filho, contempla o céu e a terra, vê todas as coisas que aí se encontram e compenetra-te de que Deus as criou do nada; e que também o gênero humano foi assim formado. 29 Não temas este carrasco. Pelo contrário, sê digno de teus irmãos e aceita a morte, que eu te reencontre com teus irmãos na hora da misericórdia”. 30 Mal acabara de falar, o jovem declarou: “Que esperais de mim? Não obedeço às ordens do rei. Obedeço às ordens da Lei, que foi dada por Moisés a nossos pais. 31 E tu, que imaginaste toda a espécie de maldade contra os hebreus, não escaparás das mãos de Deus.

Salmo: Sl 16 (17),1. 5-6. 8b.15 (R. 15b)

R. Ao despertar, sacie-me do teu rosto, ó Senhor!

1 Senhor, acolhe a minha causa: é justa; inclina o teu ouvido ao meu clamor. Presta atenção à voz da minha súplica, pois não trago a mentira nos meus lábios.

5 Meus passos seguem firmes tuas trilhas; não vacilam meus pés na tua estrada. 6 Clamo por ti, ó Deus, pois me respondes; inclina o teu ouvido: ouve o que eu digo.

8 Guarda-me qual pupila dos teus olhos, aquece-me ao calor das tuas asas.

15 Mas verei, como justo, a tua face; ao despertar, sacie-me o teu rosto!

Evangelho: Lc 19,11-28

11 Como o povo ainda o escutasse, Jesus contou mais uma parábola. E isso porque ele estava perto de Jerusalém e o povo imaginava que o Reino de Deus ia se manifestar de um momento para outro. 12 Ei-la: “Um homem de família nobre partiu para um país distante para alcançar o título de rei e depois voltar. 13 Chamou dez servidores e lhes deu dez ricas moedas de ouro dizendo: ‘Negociai até minha volta’. 14 Mas os seus patrícios o odiavam e mandaram emissários atrás dele para dizer: ‘Não o queremos como rei’. 15 Logo que voltou, depois de obtido o título de rei, mandou chamar os servidores aos quais tinha dado o dinheiro, para saber quanto cada um tinha lucrado. 16 O primeiro se apresentou e disse: ‘Senhor, o que recebi rendeu dez vezes mais!’ 17 Ele respondeu: ‘Meus parabéns, bom servidor! Como te mostraste fiel em negócio tão pequeno, recebe o governo de dez cidades’. 18 Veio o segundo e disse: ‘Senhor, a quantia que me deste rendeu outras cinco’. 19 E ele igualmente respondeu a este: ‘Então tu governarás cinco cidades’. 20 Veio ainda outro e disse: ‘Senhor, aqui está a tua moeda de ouro, guardei-a num lenço, 21 porque tinha medo de ti, que és homem duro, que tomas o que não depositas e ceifas o que não semeias’. 22 Ele respondeu: ‘Julgo-te pelas tuas próprias palavras, mau servidor! Sabias que sou homem rigoroso, que tomo o que não deposito e colho o que não semeio. 23 Sendo assim, por que não depositaste o meu dinheiro num banco? Na volta, eu o retiraria com juros’. 24 Disse então aos que se achavam presentes: ‘Tirai dele a moeda e dai-a ao que tem dez’. 25 E lhe disseram: ‘Mas, senhor, ele já tem dez!’. 26 ‘Eu vos declaro que, a todo homem que tem juros, será dado mais; aos que não têm juros, será tirado até o que recebeu. 27 Quanto aos meus inimigos que não me quiseram como rei, trazei-os aqui e matai- os na minha presença!’”. 28 Depois de ter falado isso, Jesus prosseguiu viagem à frente dos outros, subindo para Jerusalém.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2017 - Ano A - São Mateus, Brasília, Edições CNBB, 2016.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola e Editora Santuário, 2016.

Boa Nova para cada dia

... eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo (Lc 19,11b). 

Este Evangelho nos surpreende. A chave para sua compreensão são a primeira e a última frase. 

A primeira frase diz que Jesus estava subindo para Jerusalém (Lc 19,11a). 

A última frase é esta: Jesus caminhava à frente de seus discípulos, subindo para Jerusalém (Lc 19,28). 

Estas frases que formam uma moldura para entendermos o que está contido entre elas. Mas que está dentro desta moldura parece falar de outra coisa: trata-se de um rei que parte para uma terra distante para ser coroado, e deixa muito dinheiro com três tipos de pessoas, para que o façam render para quando ele voltar. 

Nos Evangelhos esta parábola é conhecida como a “parábola dos talentos” (Mt 25,14-30). Mas São Lucas não fala de talentos aqui, e sim de moedas. A diferença é mínima; a mensagem é praticamente a mesma. 

Sempre entendemos a cobrança dos talentos pelo homem que os entregara a seus servos como uma explicação sobre o Juízo Final que Deus fará no fim do mundo por meio de Seu Filho, Jesus. 

Isto está correto. É assim mesmo, tanto o que diz São Mateus sobre os talentos como o que diz São Lucas sobre as moedas. 

Na terra somente houve a inauguração do Reino de Deus por Jesus. 

E é esta parábola que afirma como o Reino de Deus será pleno só no fim dos tempos

No entanto neste Evangelho de São Lucas 19,11-28 fica claro que o rei da parábola representa Jesus Cristo em sua vinda gloriosa no fim dos tempos. Ele é quem confia aos seus servos os talentos, aos que o aceitaram como chefe e senhor. 

Enquanto Ele não voltar, seus servos, na Igreja, devem multiplicar os dons que Deus e Seu Filho deram à Igreja. 

Portanto, como Igreja, temos responsabilidade perante Deus. Ele não nos dá seus dons para serem enterrados. Devemos fazer com que rendam, multipliquem-se em boas obras, que ajudem a salvação de toda a humanidade. 

Nesta parábola impressiona um traço deste rei que não gostaríamos de ver em Jesus Cristo como juiz no fim do mundo: os que não renderam nada dos talentos ou moedas recebidas serão severamente castigados e até mortos

Isto é dito claramente por Lc 19,26b: “...àquele que nada tem será tirado até mesmo o que tem”. E, ainda mais assustador é o que diz Lc 19,27: “quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente”

Jesus não disse isto sem uma razão extremamente séria. 

Os tais “inimigos” de Jesus foram os chefes judeus, que o condenaram à morte

Jesus os mencionara na parábola, em Lc 19,14: “seus concidadãos, porém, o odiavam e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: não queremos que esse homem reine sobre nós”. 

Os líderes judeus, de fato, rejeitaram Jesus como seu Messias prometido pelos profetas. 

Não devemos nos impressionar se Jesus se identifica com a figura desse rei da parábola. É um rei que manda matar seus inimigos. Isto Jesus jamais faria na vida real. Mas Jesus precisa falar assim porque no Juízo Final serão mortos os que se opuseram a Deus. 

O Juízo Final será a prestação de contas definitiva dos homens a Deus

E quem chegar lá depois de levar uma vida de ódio por Deus, terá o castigo de viverem sem Deus para sempre. Para sempre sofrerão numa “morte eterna”, contra a “Vida Eterna”, que consiste em viver para sempre no amor de Deus que jamais se esgota

O amor por Deus e o de Deus pelos que foram salvos é infinito

Não nos basta o tempo terreno para saboreá-lo como nosso prêmio. 

O tempo tem que acabar para que a eternidade nos receba em nossa ressurreição

A cada momento se aproxima o dia de nossa ressurreição. 

Enquanto a eternidade não chega, nesta terra testemunhemos Jesus. 

Testemunhando Jesus, padeceremos com Ele, como Ele e por Ele. 

Veremos, no nosso dia que é verdade o que Jesus disse: 

É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, 

mas não será logo o fim (Lc 21,9b)

Aguardemos, portanto, o fim da história dos homens

e veremos o Poder e a Glória de Jesus 

no seu retorno sobre as nuvens do céu (Mt 24,30 e 26,64). 

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.





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